domingo, 24 de junho de 2012

QUIJINGUE 50 ANOS: ETERNAS SAUDADES DE PERSONAGENS INESQUECÍVEIS QUE NOS DEIXARAM

O texto abaixo faz um breve passeio pela recente história de Quijingue, relembrando fatos e personagens inesquecíveis dos últimos 50 anos de nossa cidade. Uma homenagem escrita por três grandes quijinguenses, românticos e apaixonados pela sua terra: Enaldo Brito, Zé Aldo Rabelo e Pedrito Brito. Esta produção já nasce como um importante documento histórico para o município, pois registra de forma inédita um pouco sobre homens e mulheres que fazem parte da história local.

Vale a pena ler na íntegra e colaborar com o texto, relembrando mais fatos e nomes de personagens que fizeram e fazem parte da memória quijinguense.


QUIJINGUE 50 ANOS: ETERNAS SAUDADES DE PERSONAGENS INESQUECÍVEIS QUE NOS DEIXARAM

Quijingue um é lugar, de fato, surpreendente!!

Na sua trajetória desse primeiro cinquentenário, muitas pessoas por ali passaram, viveram ou, simplesmente, trabalharam, e pela cidade se apaixonaram, escrevendo, com fatos, essa curta história recheada de doces curiosidades.

Neste breve ensaio, somente nos reportaremos a pessoas ou coisas que não mais se acham no presente, sabendo que nem todos os personagens importantes do lugar serão aqui lembrados. Entretanto, o fato de muitos dos conterrâneos não serem aqui lembrados, não quer significar que tenham sido esquecidos. Em razão disto, pedimos, antecipadamente, nossas humildes desculpas aos familiares de personagens não lembrados – valendo repetir que NÃO LEMBRADOS não sinonimiza ESQUECIDOS!!!

Tivemos, todavia, a preocupação em sermos o mais abrangente possível, trazendo a lume nomes que, mesmo de maneira tosca, jocosa ou engraçada, tornaram-se notórias no convívio social de nossa querida cidade de Quijingue, incluindo-se, nesse rol, personagens de distritos, dos povoados e da zona rural do município, que, igualmente, por ali despontaram certa notoriedade.

Tem Quijingue e quijinguenses para todo gosto! Há a Quijingue dos políticos, dos ébrios e boêmios, dos intelectuais, dos utópicos, dos mentirosos, dos malandros, dos comediantes e hilários, das autoridades, dos sisudos, dos comerciantes e do seio comum dessa diminuta sociedade encravada num pequeno ponto do mapa do Brasil.

E por falar em mapa do Brasil, rendemos, de imediato, nossas homenagens a Seu Zé Tomaz, a quem se atribuiu o fato de ter permitido o seu filho Homero tirar-lhe um pedaço de toicinho, afirmando que o filho cortou-lhe o toicinho quase por inteiro, expressando o brado: “você tirou foi o mapa do Brasile!”.

Quanta saudade sentimos do primeiro farmacêutico da cidade, Sr. Antonio Rabelo, um homem de aura mansa... E do primeiro policial militar nascido no torrão, Seu Pedrinho Soldado, o conciliador. Do lugar também houve Seu Álvaro Bezerra; bem se viu por lá os Soldados Lima Gomes e Zequinha, o Cabos Alberto e Pacheco, e o Sargento Selsamir; Quijingue do Delegado Aurelino Andrade, subtraído da vida em plena ação policial! Houve também o pacífico Delegado Seu Eloi!!

Quijingue de alguns Zacarias: os compenetrados Zacarias Cavalcante (Marido da Professora Alaídes) e Zacarias do Martilo (pai da Joscilene e do Zito), e não nos esquecemos do Zacarias do Antero (conhecido como Zacarias Doido)... Quijingue de dois Guilhermes (o do Tedoro e o da Teodora)... Quijingue dos Manezinhos – o Manezinho Fidélis, carregador de água no caminhão; o Manezinho da saudosa dona Didi; o Manezinho Lopeu do Poço Dantas e o Manezinho Totó, o mestre da paciência e de brando coração.

Acerca de Dona Didi, esta era uma senhora de coragem, a quem muitas vezes testemunhamos em praça pública a reivindicar alguma ação do poder público, demonstrando que, com a convicção da razão, não tinha medo de incomodar.

Tivemos os Cabocos: o Caboco pai do Diaco – célebre coveiro do cemitério por muito tempo – o Caboco do João Norato, conhecido mercador de cereais, e do Caboco Jonas Lagoinhas das Pedras, homem de personalidade forte.

Quijingue dos Marinhos: O bem-humorado Marinho Pilé, primeiro padeiro do lugar, e o controvertido Marinho Grande, homem rude, mas de alto brio de caráter... Dos comerciantes Zeca Aleijado (pai do Elísio bem feito), Seu Garrido e Seu Agostinho Soares... Quijingue do bem-feitor Padre José Gumercindo, cuja maior benesse pro lugar parece ter sido estrangulada!

Quijingue é, inegavelmente, contrastante! Pois há também o Quijingue dos rezadores e rezadoras: Dona Dade (mãe do Eliseu Coletor), que rezava com ramos de pés de vassourinha; Dona Maria do Carmo (irmã do seu Dedé Totó), que rezava fazendo uso de um torrão de terra ou de um pedaço de alvenaria; Seu Abdias, que benzia com as mãos, e toda segunda-feira atendia, gratuitamente, muita gente na sala de uma casa do povo do Lavarinto; Havia ainda Dona Joana (mulher do saudoso Elói Reis), que fazia a reza contra espinhela caída; e, por fim, o Tomaz da Lagoa do Junco, que curava os efeitos de picada de cobra com uma escarrada de fumo mascado na boca do picado.

Quijingue também teve outros Joaquins: o Joaquim Vermelho (pai do Zigalo) e o Joaquim do Viralino (edificador e presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais).

Quijingue das devotas e religiosas, como Dona Dadá – mulher esta que merece homenagem à parte, por sua incansável ação em ajudar a quem precisava, mesmo que ela mesma precisasse ainda mais, especialmente com muitas carregadas de latas d’águas sobre a sua cabeça, enfim, essa mulher nos produziu cenas que não nos saem do nosso imaginário; e Dona Minininha (mulher do saudoso Juvêncio), que quando em vida experimentou situações que somente uma pessoa forte e de fé poderia enfrentar com êxito – quem conhece a sua história sabe do que estamos falando.

Saudades temos do Seu João Preto e Dona Joana, fundadores da Vila Tabaco Bom; dos inesquecíveis casais do lugar: Dona Lindaura e Seu André Moreira (o André Bagaço), Dona Miúda e Seu Alfredo Moura, Seu Inocêncio e Dona Honorinda, Dona Maroca e Seu Antonio Peba, Dona Gracinha e Seu Ismael, Dona Madalena e Seu Anjo, Seu Estevão e Dona Irene, Dona Maricota e Seu Fidelis, Dona Kiki e Seu Cornélio... e tantos mais.

Um aparte aqui para Seu Alfredo e Dona Miúda (cujo nome é Flaviana): Seu Alfredo, inegavelmente, foi o pioneiro em promover encontros futebolísticos na cidade, em cuja época se estabeleceu um grande laço de amizade entre Quijingue e a comunidade de Pedr’Alta. Quem testemunhou tais encontros jamais esquece.

No que tange à Dona Miúda, esta mulher, sem medo afirmarmos, auxiliou a vinda ao mundo de muitas pessoas do lugar, tendo sido a parteira de incontáveis nascimentos.

Rendemos nossas homenagens àqueles que se foram muito jovens, em idades tenras: O tuquinha, o Cleto, o Claudio Favinha, o Antenógenes (filho do Lôla e da Asterinha), Jairzão, Nego do Cearense, Zé do Chico Cascalho, Dalva da Dona Maurina, o Olegário, vulgo Di (filho de Dona Nen e do Seu Valdinho), do Zé Tanguinha; dentre mais.

Alguns foram vencidos pela entrega ao vício do álcool, à nostalgia, à boêmia e, quiçá, ao desânimo de não vislumbrar um horizonte palpável em alcançar uma vida mais dignificante: o espirituoso Guita e seu bem-humorado pai, Seu Severo, o piadista e contador de lorotas Silvério Reis, do Galego da Faninha, os irmãos Lício, Néo e Nenen, e os intrínsecos, também irmãos, Donatinho e Jurandir – o fotógrafo.

A lista dos saudosos é, por demais, extensa, e não poderia deixar de incluir Jonas Rocha de Araujo, o primeiro prefeito e tabelião, Felisberto José da Silva, o mito da política local, e Floriano do Maceté, prefeito por um mandato de quatro anos. Nesta mesma linha tivemos as figuras do despojado Waldir Magalhães e sua esposa Gracinha, que formavam um bonito casal, tanto que se despediram deste mundo quase ao mesmo tempo.

Quanto ao saudoso Felisberto, podemos a ele atribuir como o verdadeiro fenômeno da política, haja vista se o seu modo peculiar de fazer a política. Como é que se pode imaginar, nos dias de hoje, alguém se aventurar no meio político, candidatando-se a cargos relevantes sem sequer dirigir uma só palavra ao eleitorado? Pois, foi dessa maneira que Seu Felisberto realizou verdadeiras proezas, talvez inatingíveis atualmente. Mas tais proezas, por certo, não teriam êxito sem a imprescindível atuação do saudoso Tenente Otávio de Oliveira Farias, por cujo personagem o seu Felisberto entoava a sua voz, tendo relevante participação como um porta-voz pensante e articulado.

Houve, igualmente, homens e mulheres de opiniões e vozes estridentes e de personalidades marcantes: o combativo e visionário Dasco do Funrural com os seus contundentes pontos de vista; o inesquecível Seu Oscar Miranda, esposo da extraordinária Dona Dária, ele de opinião dura e franca, e ela de jeito acolhedor de mãe. Não podemos deixar de mencionar a importância de Donato Bezerra, o recenseador, e de Zelita do Noel, filha do saudoso Seu Dinda, que era mulher questionadora.

Merece destaque a figura de Chico Febrone, sertanejo destemido e convicto de razão, que, numa ocasião, se lançou até Brasília, nos idos do anos 70, período da ditadura militar, para pedir pela interseção do então Presidente da República Emílio Médici, a fim de evitar o surrupiamento de suas terras por um famoso advogado da região, logrando êxito na sua empreitada, graças ao seu alto poder de persuasão.

Pois é... Quijingue gerou muita gente aguerrida!!!!

Quem não se lembra dos encontros festivos na correnteza, nas proximidades do Rio Ambrósio? Lá tivemos a doce alegria em conhecer a hospitalidades ímpar de Dona Amélia e do inestimável valor humano do Seu Nanu – Êta, que pessoas acolhedoras!!!

Perto dali, também despontou a figura expressiva de Nelson Barreto, homem que promoveu diversas vaquejadas na sua fazenda, donde se destacou, como maior vencedor das corridas de argolinhas, o folclórico vaqueiro Zé Donato (o Xililique).

Saudades do Seu Zé Grande (pai do Jaconias), do Seu Félix Caxixa, o mestre de obras responsável pela construção do primeiro calçamento na Praça do Coreto; Saudades da Dona Filinha (mãe do Júlio Rocha), da Dona Lourdes (mulher do Seu Álvaro), do Seu Elias Custódio, do Seu Paulinho Oliveira dos cereais (pai do Reinaldo), do Seu e Emídio e Dona Olga (pai e esposa do João Coca), da Dona Estefânia (tia da Lourdes Grande), do Seu Rodrigo Amorim ... E como não se lembrar de Dona Valdete do Antonio Rabelo que, logo cedo, quando os meninos se juntavam para jogar um futebol com a bola do Zé Aldo, ela começava a bradar em gritos estridentes: “Zéééé AAAAÁAlido!!!!!!......”, estragando a brincadeira e fazendo o Zé Aldo voltar para casa enfezado!?!

Pois é! A nossa Quijingue é tão surpreendente que até mesmo Carlos Drummond de Andrade, o grande poeta brasileiro, mesmo sem conhecê-la, a ela fez alusão numa poesia sua.

E do Careca das Coxinhas e sua esposa Eva? Quantas delícias nós degustamos desta gostosa combinação culinária!!!

Dona Priquita e Dona Maria Isidora: Quanta saudade!!!

Saudades também do João Galego, um dos primeiros barbeiros/cabeleireiros; do inquieto João Barreto; de Dona Ida Bezerra (mulher do Zuza), que nos entoou o Hino a São João Batista (... Ó glorioso São João Batista...); do sisudo Maurício da Barraca; de seu Totonho Carcereiro e seu irmão Branco da Rosa; de Dona Loura (mãe do Zé e da Sélia), de Dona Nenen (mãe da Faninha), de Dona Anita do Lavarinto (mãe da Marietinha), de Dona Madalena (sogra do Beto Gago), de Dona Filomena Andrade (mulher de Seu Isaías), Dona Nenê (mãe do Xililique), de Dona Liberata (mulher do Nenen do Roseno), Seu Arivaldo (pai do Aderson e do Hamilton), do Françoal, e do Constantino, líder da banda de pífano.

Não bastasse os personagens ligados à sede do Município, há figuras marcantes provenientes dos distritos, povoados e zona rural: Do poço da Caraíba tivemos O Bico de Aço e os Fava Seca, tal como o marcante Seu Dipimba, os engraçados Terto e Zé Preto, a seriedade do Júlio da Polonha, os pedintes Teodora do Bico de Aço e Seu Lalá, e a inesquecível Maria Doida, mulher a quem Euzébio Miranda, num desabafo de insatisfação com rumos do lugar, atribui o adjetivo de pessoa mais digna de consideração naquele momento histórico.

Do poço Dantas e Lavarinto, saudades do Seu Zacarias, do Hilário, do Seu Conrado (pai do Ângelo), do Seu André e do Seu Antonio da Senhora; do Maceté, das relevantes figuras de João Ferreira e Antenor; da Lagoa do Junco, saudades do Seu Lau Pitanga; da região da Jurema e Claricé, saudades da Berruga , da Maria do Berro Grosso e Tiago Teimoso (tio do Zenóbio); muita saudade do boníssimo Benício da Zema (Lagoa das Emas); quanta saudade do Seu Chiquinho da Barra da Onça. Da região dos Oitirinhos e Salgado, saudades do Seu Leopoldo, Seu Furtuoso, Seu Bune Caxixa, Seu Zé Cosme e Dona Flor, Seu Militão e Chico Porca; Tivemos também a carismática companhia de Zé Roxinho da Lagoa do Fechado; da região do Monte Cruzeiro, saudades do Seu Zeca, do Deija e, da Barra, do Zezé da Chica do Piaba; e, da Lagoinha das Pedras, tivemos o engraçado Inácio, bem como a Dona Belinha Parteira, outra mulher que ajudou muito rebento nascer; Na Boa Vista de Zezé tivemos o Seu Loló, Seu Quintino, o Cornélio e o Tintim;

Como não se lembrar da aprazível figura de Seu Domingo jogador de bisca, com seu bom humor inesgotável?

De Algodões e região, saudades do Pedrito Noles e seu irmão Nonon, que partiram tão precocemente, dos irmão Toinho e Galego, filhos do também saudoso André do Olavo, do querido Manoel do Plácido; do Soldado João Gomes e do Nego do João Miguel, importante nome nas articulações políticas da localidade.

E quem nunca se beneficiou do importantíssimo Zé Pascoal? Um dos maiores empreendedores e apostadores no desenvolvimento local, que muito contribuiu para o exercício do direito de ir e vir dos cidadãos em seus ônibus, ainda que em viagens precárias, que eram castigados em estradas inóspitas!!!

Tivemos o Anísio Melo (marido da Aldenir e pai do Adilson do frigorífico); Saudades do Chico do Bar, sábio homem que também deu a sua dose de contribuição na construção da história...

Por onde anda você, Zé do Liliu? Homem de um humor invejável e de marcante despojamento nas contagens de suas mirabolantes histórias! Saudades suas também!! E Seu João Três Quinas, a quem o Caboco da Dade chamava de João Cabelo Grosso?... Temos saudades do grande podador de árvores do lugar, Nelito (marido da Aldenora), do Seu Zé Aroeira e Dona Pipia; do Lídio, filho dos saudosos Seu Geraldo e Dona Cota, que era o ‘bam, bam, bam’ dos reisados e festas de pé-de-bode.

Não temos como esquecer a linguagem bucólica e hilária do Seu Lindu (Carlindo Faustino Carneiro), que, em certa ocasião, numa segunda-feira movimentada no extinto Banco BANEB, perguntado pelo gerente acerca do feijão que plantara e das vacas que criava, assim respondeu, no mais âmago de sua simplicidade: “ora, Seu Gerente, os ‘feijão’ tão abotoando, e quanto às vacas: as que ‘num tão parida’ tão ‘prenha’, e as que ‘num tão prenha’ tão F.. (ou seja turiando)”. Rsrs... Isso mesmo!! Foi deste modo que Seu Lindu,”jecamente”, respondeu, sob o testemunhos de muitas pessoas que freqüentavam o extinto banco.

E por mencionar pessoas espirituosas e engraçadas, tivemos o Seu Luiz do Zé Preto (marido de Dona Niga e pai do Dissinho, do Galego e do Nenenzão), a quem, certa feita, lhe indagaram o porquê de seus filhos terem coloração de pele varidadas. Seu Luiz, na ocasião, sem titubear, respondeu ao curioso a seguinte trirada: “os meus meninos saíram uns escurinhos e outros clarinhos, por que uns foram feitos com a candeia acesa e outros com o candeeiro apagado!!” rsrsr...

Quijingue também teve “advogados” escolados pela vida, exemplo disso está na lembrança do Eloi do saudoso João do Pedro; revelou o astucioso ‘malandro’ Luvusão – êta homem bom de lábia!!! Mas era simpático!!!

Convivemos, ainda, com Dona Vitória, Véia Jorge, Dona Herculana e Seu Eliseu, Seu Júlio Bezerra, Seu Jacinto Magarefe e seu irmão Batista da Boa Vista de Zezé, Zé do Pau Preto, Izídio Muquila, Fidele do Coxo, Zezé Gordo, Décio (gerente do Baneb), Bernardo Evangelista (o pai do Nicolau), Dona Jó e seu marido Clarindo (o Passarinho), o Dudé, marido da Isa do Pedro Rosa, Seu Janjão, irmão do Felisberto, e do gente boa Domingo Guariti, homem caracterizado pelo seu jeito pacífico e educado de lidar com as pessoas.

A razão de aqui estarmos prestando esta homenagem, deve-se ao fato de que não se sustenta uma árvore no chão sem raízes. Sendo certo que as pessoas a quem nos referimos representam, em última análise, as nossas próprias raízes e, portanto, a nossa própria história.

Quando temos que melhorar nossos conhecimentos, ou mesmo aprimorá-los, os ensinamentos dos mestres e catedráticos nos remetem aos primórdios da história da humanidade, de modo que é indispensável os aprendizados acerca das primeiras civilizações, como alusão aos escritos e manifestos dos pensadores gregos, dos revolucionários do saber vindos com o movimento de Renascimento, surgido na Itália, principalmente em Veneza e Gênova.

Não há, no mundo, nenhum profissional completo, quando tal profissional abdica de tais conhecimentos acerca da humanidade e dos homens que edificaram o ramo profissional a que se dispõe se dedicar.

Se sentimos saudades, é que porque recordamos boas lembranças e momentos aprazíveis, compartilhados com as mais interessantes companhias. Agradecemos imensamente a Deus pelo privilégio de termos conhecido e convivido com pessoas tão especiais.

Obrigado por vocês terem existido!!!

Dissemos, anteriormente, que nos reportaríamos também a figuras não humanas que também, de certa maneira, se despediram de nós no curso dessas cinco décadas.Mas neste particular, o verbo MORRER - conjugado a seguir na voz ativa -, pode ser expressado na voz passiva:

O CEAQ Morreu!!!! – Será que morreu... ou foi morto?

Muitas Algarobas que faziam sombra, e que simbolizavam o parco verde da cidade, também morreram!!! – Cabe aqui outra indagação: Morreram ou foram covardemente derrubadas??

A boa notícia é que, para estas últimas situações pode haver o milagre da ressurreição!!!

Vamos refletir, família Quijingue!!!

Reiteramos nosso pedido de desculpas pela não lembrança, neste momento, de inesquecíveis nomes, os quais ficam a cargo dos internautas que lerão e comentarão o presente artigo.

Despedimo-nos com o nosso costumeiro carinho e respeito pela terra natal, agradecendo por nos permitir esta singela homenagem.

Daqui a mais 50 anos, ‘são outros cinquenta’!!

Por:
Pedrito Caxixa,
Zé Aldo Rabelo
Enaldo Brito (mem)

73 comentários:

  1. Lembrando, também do senhor Edson Eduardo (O retinho), filho de Dona Emília. Edson que també contribuiu com seu trabalho para o desenvolvimento de Quijingue.
    Parabéns pelo relato histórico. Nos trouxe boas lembranças.

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  2. Não vi no texto o nome de seu Jacó, pai do Cuia e do Ezídio do jegue, que morava próximo a presa do Rabelo. Também do pai do Joel, seu Emiliano e do Olegário (Di da Nen).

    Gostei muito do tetxo.

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  3. Parabéns, tio Pedrito, tio Mem e Zé Aldo.

    Belíssimo texto. Não esperava nada diferente dos senhores. Vocês são uma verdadeira enciclopédia viva.

    Agora, só fazendo uma retificação:
    O nome do pai de pai (Aderson Abreu) e de tio Hamilton é Arivaldo, melhor, Seu Arivaldo do “Véio Vilarino” ou, melhor ainda, vô Arivaldo.

    Um grande abraço,

    Éder, neto também do Seu Pedrinho Soldado.

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  4. Ah, tá lá Izídio, muquila. Me passei.

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  5. Tem que ser vocês para nos surpreender e nos emocionar! Quanta lembrança maravilhosa. Pessoas que amam Quijingue e que também sonham com o resgate deste lugar. Parabéns a esse belo trio, pessoas que tenho grande carinho e admiração. Para completar um quarteto acho que tá faltando o Solis da Dona Chiquinha. Que tal?

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  6. Nâo vi o nome de dona EMILIA irmã do senhor Felisberto.

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  7. Em um breve momento de silêncio e concentração, assistir um filme escrito em suaves palavras à verdadeira história de Quijingue.

    Agradecemos ao Zealdo, Enaldo e Pedrito

    Obrigados irmão Quijinguense.

    Triunfo.

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  8. esses sim mereçe elogios, quem realmente amam Quijingue.

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  9. Olá, conterrâneos,
    Eu gostaria que os comentaristas se idenficassem, a fim de que se tornasse um colaborador da história!!

    Ao segundo comentarista: o Olegário (Di) foi lembrado, Veja na leitura acima.

    Camo carinho, Enaldo Brito

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  10. Meus parabéns pelo texto como disse o Natival acima, excepcional. E quero dar o meu muito obrigado principalmente ao meu querido Enaldo Brito "vlw" por lembrar dos meus avós, Jacinto Bispo Lima "Magarefe" que foi mais que um avô e sim um pai pra mim, meu avô Nelson Barreto que foi um grande exemplo como pessoa, e minha eterna avó Inhá,Izabel a Belinha parteira que não há palavras para descreve-la como pessoa foi tudo pra mim.

    Parabéns para todos os envolvidos.

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  11. Que delícia!!! Que delícia é ler esse texto...

    Uma leitura que nos prende do início ao fim, ora com sorriso nos lábios, ora com os olhos húmidos, ávidos pela descoberta do parágrafo seguinte.

    O esforço para lembrar de cada nome, cada personagem, cada causo, que para muitos passaria despercebido, demonstra a sensibilidade dos seus autores, assim como o amor que nutrem pelas suas raízes e pela nossa gente.

    O texto nos dá a exata noção do que é ser quijinguense e nos permite uma gostosa sensação de ter de novo os pés no chão, depois de tanto tempo a esmo, desconectados daquilo que somos.

    Só tenho a agradecer a participação MARCANTE e enriquecedora de vocês aqui no nosso blog. Espero que continuem participando e nos deliciando com o conhecimento e a sensibilidade que possuem.

    Do primo e fã,
    Laerte Brito.

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  12. É isso mesmo, este texto é realmente excepcional!

    É... muita gente boa se foi deixando nós e a cidade. E sempre que alguém se vai, nós nos tornamos corresponsáveis por este belo e incrível lugar chamado Quijingue. Vamos agora, buscar, por meio da união, uma cura, ou algo que faça o município se recuperar desses maus-tratos, desses golpes que deixaram-no em coma por alguns anos.

    Parabéns pela extraordinária lembrança e pela forma como foi escrito o texto.

    Um forte abraço de João Herbert aos amigos e primos Zé Aldo Rabelo, Enaldo Brito, Pedrito Caxixa.

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  13. Belo e emocionante texto, Enaldo, Zé e Pedrito.

    Remeteu-me a personagens inesquecíveis da minha infância.

    O texto mostra que as novas gerações também serão parte da história e que precisam de antemão ter consciência de que são responsáveis pelo futuro desse lugar. Quijingue vem passando por uma época difícil mas acredito que os seus filhos saberão retomar a linha da sua própria história.

    O texto, de certa forma, relembrou-me a obra-prima "Cem Anos de Solidão", do Gabriel Garcia Marquez, que com certeza os autores do texto devem conhecer, um livro que conta estórias de uma família, os Buendías, de uma pequena localidade, Macondo. Um livro primoroso, recomendo a todos.

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  14. Indescritível!Sim, essa é a palavra que achei para
    valorizar a belíssima matéria feita pelos belíssimos
    responsáveis pela mesma. Como é bom saber que Quijingue tem o orgulho de ter tido pessoas ilustres, que têm e terá, concerteza!

    Um grande abraço a Zé Aldo, Lerdo e Pedaca!

    SD 1a Classe PM Bosco

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  15. Puta que pariu!!!! Este é um documento contundente demais! Mexe com a razão e a emoção de qualquer um! Eu já desconfiava, mas não sabia que Quijingue também tinha gerado verdadeiros poetas e escritores.
    Pois o que li é uma verdadeira ora de arte, comparada, como já mencionou o Vagner, a um verdadeiro best sellers. Não deixa na a dever.
    E para completar, os autores tiveram o cuidado de afirmar que existem "ESQUECIDOS", somente houve os "NÃO LEMBRADOS", permitindo, com isto, a contribuição do leitor, dando uma verdadeira aula de respeito e democracia...

    Parabéns... Parabéns... Parabéns...

    Fazia tempo que eu não emocionava tanto!!

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  16. Conheço o Pedrito e o Zé Aldo.
    E esse Enaldo Brito, que é? Não me diga que é o MEM do seu Pedrinho! Se for ele, só confirma a sua boa fama que tinha de um menino inteligente e gente boa!

    Emocionante relato>>

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  17. Inocêncio Barbosa da Costa Neto.

    Sem palavras primos. Dizer o quê? Se vcs já disseram tudo.

    Só nos cabe refletirmos.

    Obrigado, pela séria retrospectiva da nossa História.

    Lembro aqui meu tataravô - Gregório Almeida.

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  18. Todo jovem que ler o texto, tem a obrigação de chamar e mostrar para o parente mais velho que não tem muito tato com o computador. certamente o jovem compreenderá melhor a mensagem postada e verá a emoção do parente ou amigo mais velho.

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  19. Parabéns queridos,mil vezes parabéns muito orgulho
    de pessoas como vocês,obrigado por lembrar da minha
    bisa,Dona Maria Isidoria que agora dia 5,de abril completa um ano que nos deixou.
    parabéns.
    Carla Silva.

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  20. faltou o saudoso domingos cavalcante,homem de muita coragem rssssrs enfrentou sozinho lampeão e seu bando, quem não se lembra da frase:
    corre gina que eu já tou pegado rsrsrsrs

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  21. É TANTA EMOÇÃO, AGENTE NÃO SABE SE RIR OU SE, POR TANTAS SAUDADES, CHORA!!
    NESTE BREVE ENSAIO, FORAM REPORTADAS PESSOAS QUE NÃO MAIS SE ENCONTRAM PRESENTES. MAS DE TODA CERTEZA, ESSAS PESSOAS ESTÃO EM NOSSOS CORAÇÕES, PRESENTES EM NOSSAS LEMBRANÇAS E FAZENDO MARCANDO A NOSSA HISTÓRIA.
    OBRIGADO POR CITAREM OS MEUS AVÔS TAMBÉM, VOCÊS... SEM PALAVRAS.
    MEUS PARABÉNS PELO TEXTO, PARABÉNS POR VOCÊS FAZEREM A HISTÓRIA DO NOSSO QUIJINGUE!!!

    UM FORTE ABRAÇO
    HEBINHO MIRANDA

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  22. Georgio, parece que o seu Domingo foi lembrado. Não é ele o Seu Domingo jogador de bisca?
    Agora ficaria retado de bom se tivesse a história que você falou quando ele encarou o lampião e mandou a gina correr.. seria demaiss...

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  23. Parabéns por tão honrosa homenagem, a pessoas queridíssimasas, confesso que fiquei triste, pois algumas delas já não estão mais conosco,sem que eu soubesse, como diria o Rolando Boldrin: "Partiram antes do combinado". Gostaria de incluir, pessoas que marcaram a minha infância: D. Carlota (tia Caló) mãe da tia Idalina, Badí e D. Herculana do Sr. Eliseu e finalmente Dinho ou Dim (pai do Jaldemir) e filho do Sr. Jacinto Batista, sem esquecer da minha vó Maria Joana, irmã da tia Luiza (Vó da Marlene do Cleto) cuja residência vivia em constante festa, que saudade de vocês, as suas obras, estão presentes nas nossas memórias.

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  24. Meus queridos,dessas três cabeças podemos esperar isso e muito mais!!! Parabéns Men, Zé Aldo e Pedrito!

    Bé.

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  25. Enaldo, Zé Aldo, Pedrito, você são demais!

    Que memórias raras essas...

    Eu rir muito lendo, alguns momentos sentir saudade, outros, mais sérios. Um texto como este a gente ve o quanto ganhamos de ter convivido com essas pessoas e o quanto nós sentimos falta só de lembrar delas.

    Abraço aos primos autores deste belíssimo texto. Muito bom!

    César Brito

    Abraço

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  26. Parabéns a vocês.

    Vocês esqueceram da Marta Janne de dona Faninha.

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  27. Primos e amigos que fizeram esse grande relato mostra que nós quijinguenses temos um enorme orgulho em reviver toda essa história. De 1990 a 1993, eu Adelino, tive o prazer de conviver lecionando no CEAQ, como um humilde colaborador na disciplina de matemática e educação Física.

    Tenho um grande orgulho em saber que alguns ou muitos alunos da época lenbram-se da nossa história durante esses trez anos de convivencia com eles. Hoje gostaria de lembrar que houve pessoas importantes nesse colégio, como o sr Padre França, na época diretor e responsável pela entidade, em seguida o Padre Henoque.

    Tivemos o privilégio de ter o senhor José Rui e a zelitinha como vices diretores da época. Obs: gostaria de mencionar aqui todos os professores da época, mas são muitos; (para não colocar alguns e outros não, deixo o meu registro que todos vão entender)

    A todos aqueles que tiveram juntos nessa época, um grande abraço(alunos e amigos). Gostaria de lembrar a nossa turma que contribuiu para os nossos finais de semana fossem cada vez melhor (QUEM NÂO LEMBRA DA NOSSA GALERA DO MAU?) Nos reuniamos em minha casa ou no bar do meu grande amigo ARI.

    Gostaria de parabenizar a nossa cidade pelos 50 anos de vida e torcer que essa cidade seja cada vez mais aconchegante para todos!

    Deixo aqui esse pequeno comentário e obrigado por mais uma vez ter o mem o pedrito como primos e o zé aldo como amigo.

    OBS quem ler esse texto escrito por eles procure passar para todos os mais velhos e até mesmo aos mais novos. Acho que poderia ser feito até mesmo um trabalho escolar valendo uma nota.

    AGRADEÇO E MUITO OBRIGADO POR ESSE ESPAÇO

    ASS: ADELINO (ex professor )

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  28. Muito Bom, Faltou ai o Zezé Gordo e suas mentiras.

    Jorge Rabelo

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  29. Muito bom! gostei mesmo! fiquei emocionado e com saudades ao ler esse texto. Parabéns!!!
    (Robério Rabelo)

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  30. Curioso é perceber que nossa história parecia perdida, apagada, ofuscada. Mas por instantes de reflexão lendo esse maravilhoso texto. Clic...
    Percebo o despertar da anestesia aplicado por um Doutor da destruição. Como um vilão que tentasse apagar minha história, me fazer acreditar que o sonho tinha acabado e nada disso tinha mais jeito.
    É como recarregar as baterias, no despertar da agonia desse comodismo, preguiça e falta de perspectiva. Por um instante cego. Depressão? Clic...
    Nossos intelectuais vieram nos despertar, trazendo o pulsar de nossos sonhos, ascendendo à luz do túnel.
    Quero voltar a lutar por uma Quijingue melhor, uma cidade nossa, vamos cuidar da nossa gente. Muitos dos homenageados foram enterrados no cemitério antigo localizado do lado do açougue. E o que fizeram do cemitério???
    Dia 23 de Abril, vamos clamar respeito a nossa terra.

    João Mariano.

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  31. Expedito Costa de Oliveira20 de março de 2012 23:24

    Meus caros conterrâneos, lendo sobre a nossa história, fiquei emocionado pela lembrança do meu querido pai, João Ferreira do Maceté, quero também lembrar de Antonio Penedo Filho, por duas vezes candidato a Prefeito, do Sr. Bernardo Diogo Cavalcante, grande amigo ainda na labuta, de Manoel Magalhães, dentista e farmacêutico que mora em Euclides da Cunha e do Padre Henrique, figura relevante para a educação de Quijingue.

    Abraço a todos!

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  32. É conterrâneos esse texto é 10,é 20,não é 50, são 50 anos e muitas lembranças.

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  33. Enchi o coração de muita emoção e os olhos de lágrimas.Foi de lascar! "OBRA PRIMA, MARAVILHOSA, LINDA...


    Everaldo Brito

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  34. Enchi o coração de muita emoção e os olhos de lágrimas! Foi de Lascar! "OBRA PRIMA, MARAVILHOSA, LINDA...

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  35. Mais uma vez venho dizer o quanto é emocionante ler este texto, não me canso de ler, sempre vou ler este DOCUMENTO QUIJINGUENSE. Uma carta viva de pessoas que se foram.

    Abraço!

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  36. Juro que fiquei emocionado com o texto. Quase não consigo ler. Por vários momentos cheguei a chorar. E uma das partes do texto que me emocionei foi onde fala de Dona Dadá que carregava água o dia inteiro do Tanque danação e do caldeirão (Fonte Nonato Marques) que foi destruído e o tanque Danação que armazenava água para matar a sede dos quijinguenses por dezenas de anos, também vai desaparecer. Por que essas duas fontes destruídas? por que não murou e fez como Santa Luz e outras cidades? Essas duas fontes fazem parte da nossa história. Tudo está sendo apagado.
    Lembrei de nomes que não foram incluídos no texto: Edson (o Ratinho)Cleide (filha do Herundino)Zé Pau Preto (pai do Dilia)

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  37. Eu, Mem do Seu Pedrinho e de Dona Durvalina (irmão da Pró Mundinha, da Marlene, da Marinalva, do Pedrito, do Deuzinho, do Everaldo, do Etevaldo, do Bosco Soldado - este pegou o sobrenome de pai -, do Cosminho e da Deuzivânia)... será que agora acabou?... ufa! Quase perco o fôlego), um dos subscritores do texto, também já o li por várias vezes, e de cada leitura lamento a não lembrança de alguns nomes: Como pudemos não ter lançado o mais polido dos homens em simpatia e Educação, o inesquecível José Robert Lima de Mattos, ou simplesmente Ró-Ró? E de tantos outros que ficaram a cargo dos internautas?
    Lendo os comentários, notei que alguns suscitam nomes que a emoção da primeira leitura não os deixaram enxergar.
    Por isso, eu encarecidamente peço, façam uma nova leitura e tornem a uma nova emoção.
    Observei que pediram os nome do Olegário (Di), do Zezé Gordo, do Zé do Pau Preto, da Dona Herculana do Eliseu... mas referidos nomes aí se encontram!!
    Releiam que vocês encontrarão e viverão renovada emoção.

    Cordial abraço... Enaldo

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  38. Ao ler este documento, senti me como se estivesse vivendo naquela época. Neste momento faço minhas reflexões sobre como é difícil ser a HISTÓRIA, e fico a imaginar, como vai ser contada a nossa historia. Peço aos autores deste raro e histórico documento, a autorização para publica o mesmo, em panfleto expor em lugar público como forma de homenagem as famílias destas autoridades citadas e outras quais ainda vão ser inserida como no documento, claro com a lembrança dos autores.

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  39. Caros autores desse belíssimo e riquíssimo texto, vou tomar a ousadia de "copiar" esta obra prima e levar para os meus alunos e colegas,pois como bem disse o meu amigo Adelino, isso tem que ser mostrado, levado aos quatro cantos do nosso município, e oportunidade melhor é essa pois a Escola Manoel Fidelis estará apresentando a culminância do Projeto sobre o aniversário da cidade nesta sexta- feira(23/03)- aproveito para convidar toda a comunidade local a fazer-se presente. Muito obrigado meus amigos: Men,Zé Aldo e Pedrito.

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  40. Nossa que memoria boa de vocês parabéns adorei a homenagem muito legal tenho certeza que todas essas pessoas estão felizes por ser lembradas

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  41. ...E a boa leitura continua nos comentários dos nossos quijinautas... muito bom.

    Um texto, inicialmente arremessado por 3 grandes provocadores e defensores da memória quijinguense, vem atingindo e contagiando os nossos corações, sendo complementado com aquilo que guardamos na subjetividade de mais significativo nessa história toda, e, assim, o texto iniciado por três, segue crescendo, enriquecendo e tornando-se um registro de todos e todas.

    Pessoal, quem tiver fotos antigas, relacionadas ao nosso município, podem mandar cópia digitalizada para o nosso email (quijingue.com@gmail.com). Precisamos nos redescobrir, construir um acervo e conservar a nossa história.

    Abraços!
    Laerte

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  42. gostei valeu enaldo parabens


    joao filho

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  43. Estes quijinguenses ilustres que fizeram a história da nossa terra e de uma forma ou de outra, foram e vão continuar a ser lembrados, este é o Quijingue que quero ver de novo, unido em prol de seu resgate histórico, sem perseguição e apadrinhamento político,vamos reescrever uma nova história para os próximos 50 anos ou mais.

    Valeu Mano Zé Aldo, Mem e Pedrito.


    Jorge Rabelo

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  44. Sou eu novamente ADELINO,
    gostaria de registrar tambem que em 1980 tive o prazer de estar ao lado do senhor jonas rocha, e ele me contando a história dele quando lutou na guerra de canudos. e me mostrou uma arma muito importante da epoca que era uma espada em aço e tambem me revelou seus feitos como o primeiro prefeito da nossa cidade, concluindo esse relato ficamos horas e horas conversando e eu aprendendo uma lição de vida com um grande homen que era ele.
    Agora vamos relenbra um pouquinho da semana estudantiu que era comemorado na semana da pàtria com grandes desafiu esportivos e nada melhor que a gincana com varias equipes disputando um passeio realizado pelo diretor do colegio o senhor padre frança.Não esquecendo dos grandes desfiles civico que acontecia sempre em 7 de setembro de cada ano.(não poderia de relatar esse fato impotante para nossa história na comemoraçao do 50 anos de vida da nossa cidade).
    Deixo o meu registro que em 1992 o nosso time conhecido como democrata foi campeão invictor em quinze partidas sem perde nenhuma e eu sendo o vice presidente e o finado zeze da ambulancia sendo o presidente e o nininho sendo o tecmico.
    OBS:Quem não se lembra das grandes festas promovidas pelo padre frança no encerramento da semana estudantiu.
    Deixo meu abraço mais uma vez a todos quijiguenses e conterrânos, não esquecendo dos nossos familiares que vivem na roça e amigos muito obrigado.
    ASS: ADELINO( ex professorcom muito orgulho dessa cidade.

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  45. Eu José Xiri de Souza, descendente do Zezé da Chica do Piaba, e de Lina Barreto de Souza, do mesmo tronco de Nelson Barreto, Nossos parentes, nossa família. Quando viajo para Quijingue, minha esposa que é Paulistana fica assustada com tantos parentes que tenho, muitos deles muito humildes, mas são meus é parte de minha história de alegrias tristezas e muita esperança. Eu que nasci neste meio de mundo ou no meio deste mundo, entre as serras da velha barra do quijingue, quanto encanto, quanta beleza, e quanta coisa que só existe em minha memória. Faltou O Joaquim Pereira de Andrade, o Quinca da Barra, Pai do meu amigo e quiça, parente distante, Jaciel Macedo de Andrade.

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  46. Sílvia.

    Olá, quero parabenizar estes caros colegas,(MEN,PEDRITO,ZÉ ALDO) pois fiquei muito surpresa
    de saber que vocês além de lembrar, ainda publicaram
    o grande feito do meu valente avô CHICO FEBRÔNE,SR
    TOTÔNHO, CABOCLO JONAS etc... faltou D. guilí, mais
    sei que é impossível lembrar de todos. AMEI!
    abraços!

    Sílvia Rodrigues.

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  47. Não podemos também de deixar aqui registrado o Val do Sr. Nito, homem de grande coração

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  48. O meu querido Laerte, eu, Adelino, venho pedir que corrija uma informação: Quando mencionei que o Jonas Rocha lutou a guerra de canudos, na verdade eu deveria dizer que foi combater na revolução constitucionalista de 1932.

    Grato. Adelino

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  49. SILVIA - Como você está professora? Que bom te encontrar, tenho uma imensa gratidão a você, pois se não fossem os seus ensinamentos, que formam a base do meu conhecimento, não teria sido possível à realização das minhas conquistas.
    Um grande abraço, preciso rever-te.

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  50. Cesinha, irmão da pró vanessa:

    - Quando eu crescer quero ser igual a vocês.. rsrs. Parabéns e muito obrigado.

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  51. Parabens pelo texto é muito interessante lembrar com carinho desse povo que fez parte e continua ainda fazendo parte de nossa história. Obrigado por lembrar de meu avô Dinda e da minha mãe Zelita.
    Eudes.

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  52. Pôxa!!! Já tá parecendo um vício, pois sempre que tenho um tempinho vou pro computador pra ler de novo esse texto. cada lida experimento uma nova emoção!!!
    carambas, caras,

    parabens mermo, hein... tá demais

    Ass. Antonio soares

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  53. q bom esse relato :)
    Quem nao se lembra da Claudinha matos, pegando água no tanque da lagoinha das pedras!

    pena q quijingue ta declinando na questao ambiental, pois tao derrubando todas as arvores....... intupino os caldeirao e tanques,, ta acabando e deixando pior do que esta !!!!!!!

    abraços a todos... Antonio Castrini Andrade!

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  54. Também registro para a historia dona Emilia esposa de Pedro ROSA,aqui vai um de seus versos:DA LAGOINHA ao TRIUNFO passa um riacho no meio,de la você da um suspiro,e eu um suspiro e meio. Família Pilissani Silva.

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  55. José Barbosa Júnior

    KKKKKKKKk, muito bom! Pura emoção! Muito, mais muito prazer em lê e lembrar de tanta gente boa e importantes para todo nós.

    É isso! a nossa origem, o resultado do que somos hoje.

    Somos o resultado da vivência com os nossos amigos, familiares, da herança biológica, psicológica e das relações sociais.

    A construção cognitiva/psicológica é fruto do conhecimento adquirido através das experiências no mundo objetivo. Ou seja, os costumes, tradições e crenças de todos esses homens que meus primos Enaldo Brito, Pedro Souza (pedrito) e meu amigo Zé Aldo, nos falam, construído ao longo dos anos através das nossas relações e impressões de outros tantos homens anteriores à eles também.

    Abandonar as tradições é negar a nossa própria história. Ter vergonha de falar do nosso lugar, é negar a sua própria identidade, e/ou seja, um homem sem passado, sem história, ele não existe, simplesmente ele não é.

    Salvo engano, acrescento: Dona Joana de seu Luis, lembra! moravam perto da lagoa, onde íamos com frequência fazer piquenique e ouvir as belas estorias que dona Joana nunca se cansava em contar;

    Valeu queridos, show de bola... que venham mais.

    Seu MATIAS, pai do Guila e Barão; Seu Fidelis pai de Judeni e irmão de seu Antonio da Libana; Tia Joana, tia Emidia, nosso Vô João Severo, nossa a vó Maria...

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  56. não sou de quijingue, moro em algoões há vinte e três anos, adoro esse lugar, pois foi aqui que construir minha família, cheguei de euclides muito imatura sem gostar do lugar e aos poucos fui me acostumando e aprendendo a amar esse lugar. hoje fiquei emocionada ao ler esse texto, sentir até vontade de conhecer esses pesonargens que ajudaram a construir quijingue, tive o privilegio de conhecer seu André, Galego, toinho, Pedrito nomes lembrados no texto. parabens aos autores do texto

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  57. Acredito que dentro dessas três massas pensantes, digo, o "o quatro olho", o "lerdeza" e o "biongo do janjão", já estão matutando outra matéria de cunho
    histórico cultural quijinguense, pois, se tamanho
    foi os comentários do enfoque lido pelos internautas, grandiosos serão as opiniões dos mesmos
    no intuito de colaborar para a próxima matéria.

    De Cansanção para Quijingue, SD 1a Cl PM Bosco.

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  58. Para mim é de muita valia não só poder saber mais do passado e de pessoas que ajudaram a fazer o presente da cidade de quijingue.A cada dia que passa venho buscando conhecer a origem desta terra a qual estou habitando por ter me afinizado amorosamente com uma de suas filhas. aos autores desta historia ,parabéns pelo rico conteúdo.a vida sem lembranças não tem sentido,quijinguenses vocês são heróis desta linda passagem.Aos viventes deixe seus legados para que em breve sejam lembrados.

    José Roberto
    Recém chegado.

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  59. Os autores do texto se mostraram pessoas comprometidas com seus valores, cultura, raizes e, acima de tudo, sensível à história de sua cidade. Relembembramos alguns nomes e rostos que que significaram a nossa vida, causaram lembranças e saudades e passamos a conhecermos através do texto alguns nomes de pessoas que não os conhecia. Momento de reflexão e saudades. Enaldo um dos autores,pessoa mais próxima da gente, querida e prestativa. Somos prova de seu amor pela cidade e respeito às pessoas que lá vivem e as que deixaram saudades. Prova de sua fidelidade às suas tradições, valores e raizes.

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  60. OBRIGADO MENINOS, PELA LEMBRANÇA DO NOME DO MEU PAI LEMBRADO NESTA LINDA HISTÓRIA....DEUS ABENÇOE VCS SEMPRE, VCS QUE EM NOSSA TERRINHA CRESCERAM JUNTO COMIGO, NUM MESMO PERÍODO..O PERÍODO DA INOCÊNCIA...´TEMPOS QUE NÃO VOLTARÃO NUNCA MAIS...
    GUILHERME-MEU PAI, QUANTAS SAUDADES TENHO DE TÍ!!!
    MUITOS NÃO SABEM MAIS O SEU GUILHERME ALÉM DE ALFAIATE FOI O PRIMEIRO TESOUREIRO DE QUIJINGUE..

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  61. A essência das palavras proferidas nesse texto soa como flashes que configuram em lembranças que ora nos provocam risos, ora lágrimas. A sensação é de êxtase e encantamento. Estou orgulhosa por partilhar e ser testemunha do imenso amor inarredável que Enaldo, meu marido, sente e demonstra sentir pelo nosso inesquecível e hospitaleiro Quijingue. Assim como agradeço imensamente ao meu ilustre cunhado Pedrito e ao meu estimado amigo Zé Aldo por, juntos, não permitirem que os verdadeiros construtores da história de Quijingue caiam no esquecimento.

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  62. Agora sim posso dizer que me envergonho por não lembro de todos os atos praticados há um dia atrás. Parabéns para os três pensadores Quijinguenses.
    Alfredo Filho

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  63. cinto muito orgulho de ter amigos como essis caras ai q amão Quijingue,cm eu amo. parabéns amigos por lembrarem dos verdadeiros construtores de Quijingue! grande abraço. Robson andrade..

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  64. Na religiosidade teve um papel importante para a educação da nossa cidade o inisquecivel padre josé Gurmecindo de Santos ,a irmã Nubia ,a Irmã Raimunda sobrenome desconheço.

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  65. zenobio filho!!!

    simplismente emocionante.
    vocês estao de parabens...

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  66. Simplesmente espetacular. Me emocionei a ver esse belo texto.

    Saudades dessa terra.

    Túlio de Abreu Barreto

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  67. AGRADEÇO À VOCÊS POR LEMBRAREM DO MEU PAI MARINHO GRANDE, E TODOS QUE FIZERAM PARTE DA HISTÓRIA DA NOSSA QUERIDA QUIJINGUE. UM GRANDE ABRAÇO!
    SIRLENE

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  68. Foram mencionados ??????
    Adi soldado
    Maninho e Ze Raimundo sapateiros
    Tenente Otavio
    Sinhozinho comerciante de cereais

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  69. Gervania santos santana (Vania)8 de julho de 2012 15:04

    Enaldo brito, meu querido colega de infancia Men!
    que saudades de todos, daquela turma maravilhosa que era a nossa! aonde seus irmãos eram tbm da mesma turma. Eu sempre tive uma admiração enorme pela sua inteligencia! uma inveja boa! E hj vendo esses textos maravilhosos so comprovam sua inteligencia no qual admirava! sinto muitas saudades mesmo! espero um dia te encontrar pra gente conversar, deixo meus parabens tambem para todos realizadores desses textos maravilhoso! estou emocionada. Gervania santos santana, hj moro em Barreiras ba, mas meus pais e alguns dos meus irmãos moram ai em quijingue.

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  70. Esse foi o texto que mais fez o quijinguense refletir neste marcante ano de 2012. O texto permitiu que nos redescobríssemos!!! Foi DEZZZ!!!!! obrigado aos seus mentores.

    ass. Antonio Soares

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  71. Um belo texto para ler
    Adorei...muiito fascinante espero q possamos fazer sempre mais pela a historia do nosso município.
    Só tenho uma pequena critica a fazer: deveria conter a elisão feita por Carlos Drummond de Andrade...
    Mas,fora a parte esta td maravilhoso.

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